Influência do copépode Mesocyclops longisetus na sobrevivência de Vibrio cholerae O1 em água doce

Um experimento foi feito com os copépodes Mesocyclops longisetus coletados em Fortaleza – CE. Também foi coletada água doce do reservatório artificial na barragem de Santo Anastácio, que fica no campus da Universidade Federal do Ceará. A água foi filtrada para retirar o excesso de material orgânico, principalmente de algas marinhas, e esterilizada. Já a espécie copépode foi utilizada para desenvolver uma cultura pura a partir de uma única fêmea grávida.

Para evitar a remoção de bactérias de superfície, os copépodes foram lavados em uma solução de hipoclorito de sódio em uma concentração de 30ppm por 15 minutos.

No laboratório central de saúde pública do estado do Ceará, a bactéria utilizada e isolada foi a  V. cholerae O1 sorovar Inaba, sendo esta do biotipo El Tor.

Em  7 frascos erlenmayer com 400ml de água esterilizada por filtração, 6 frascos foram inoculados com 10 copépodes vivos e 1ml de V. Cholerae 01. O sétimo frasco foi utilizado como controle com a mesma concentração de água e bactérias, e foram incubados em temperatura ambiente (25 -28º).

Em cada um dos balões foi obtido 1ml durante os sete dias para serem avaliados, e semeados em placas de TCBS (agar de tiossulfato, citrato, bílis e sacarose). Foram incubados por 24h a 37ºC. E então colônias sacarose positivas com as características típicas de vibrio foram escolhidas para identificação bioquímica e sorológica.

No fim deste experimento, pôde ser observado que os microcrustáceos serviram como substrato de adesão para o V. Cholerae. E a aderência máxima atingida pelo V. cholerae no crustáceo ocorreu no quarto dia, tendo um aumento de aderência do vibrio com o crustáceo cerca de 77vezes.

Por ter carapaça, o copépode pode ter influenciado nos nutrientes por conter quitina e reforçou a viabilidade do vibrio.

Isso nos mostra a importância do monitoramento constante em áreas de possível contaminação, principalmente em locais que essas águas são usadas para consumo da população, pois este copépode é facilmente encontrado em águas doces e pode interagir com o vibrio cholerae. Sendo assim, águas que não forem tratadas podem transmitir o vibrio, podendo causar cólera na população.

Tatiana Oliveira

Referência:

  • Influence of the copepod Mesocyclops longisetus (crustacea: cyclopidae) on the survival of Vibrio cholerae 01 in fresh water. Url: (Clique aqui)

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